22.05.2004

Eva no Galo !

ei !

Alguém aqui já leu a entrevista que o nosso Evandro deu pro site do... ZICO ?

Entrou hoje no ar, link-se.

;-)

blitzmaniaco @ 12:19 AM | Comenta! (41)

11.05.2004

asdrubal/ teatro

a quem interessar possa...
resenha muito legal sobre o livro do "asdrubal"
senta que lá vai história:

Compromisso com o desbunde

11.05.2004 | Se “Asdrúbal Trouxe o Trombone – Memórias de uma trupe solitária de comediantes que abalou os anos 70” é um “doculivro” como quer sua autora, Heloísa Buarque de Hollanda, ela própria se transforma através dele numa espécie de Eduardo Coutinho desbundado. Com o cinema documentário e um de seus maiores expoentes, ela identifica-se ao deixar que a história do grupo se conte com voz própria, a voz de seus personagens que todo o tempo interferem na narrativa – complementada por “Xarabovalha”, versão em DVD do curta que ela mesmo dirigiu com o grupo. Do desbunde, deixa-se contaminar pelo paradoxal “descompromisso comprometido”, porras-loucas que assim são vistos pela lógica do outro mas que, se examinados de perto, mostram-se visceralmente empenhados num projeto libertador e libertário cujo efeito pode-se medir até mesmo pela simples publicação do belíssimo livro da Aeroplano.

Estas “memórias” são, antes de mais nada, reminiscências de uma juventude faminta de tomar para si o presente, de abraçar o mundo com a pernas, de ser dona de seu nariz pra valer. Geração imediatamente pós-AI-5, criada no sufoco de uma ditadura e, ao mesmo tempo, saudavelmente livre dos catecismos da política tradicional, optou por fazer do teatro seu quintal e, do seu quintal, um mundo. Mas mesmo aí, em seu território, não estavam muito interessados em convenções e linguagens programáticas. Em algum ponto bem distante das vanguardas organizadas e do teatro tradicional, Hamilton Vaz Pereira, Regina Casé, Luiz Fernando Guimarães, Evandro Mesquita, Patrícia Travassos, Nina de Pádua e Perfeito Fortuna, que formaram o núcleo do grupo, fizeram o mais difícil: criaram linguagem e meios de expressão próprios, visceralmente marcados pela época em que foram criados e, ao mesmo tempo, perenes o suficiente para que se reconheça fragmentos de Asdrúbal nas carreiras de cada um deles.

Escrever história em cima do lance, com um pé no jornalismo e outro na academia, é sinônimo do trabalho de Heloisa Buarque de Hollanda.
Por não ter medo do precário, Heloisa fez uma aposta ousada: acumulou nas 236 coloridas páginas do livro seu próprio texto, iconografia das montagens do grupo, reproduções de páginas de jornais, cartazes feitos à mão, anotações do diretor Hamilton Vaz Pereira, ficha de “filiação” dos atores ao Asdrúbal, comoventes bilhetes de amigos e namorados e, principalmente, longas citações, que correm à margem do texto, dos depoimentos tomados hoje de cada um dos “comediantes solitários”. Ao quebrar a forma, aprisionou a vitalidade de um tempo, pois o que esta colagem provoca num leitor pouco, muito ou nada familiarizado com a história é uma imersão radical em um tempo que, se não provoca nostalgia, expõe de forma cruel a mesmice do presente.

Entre 1974 e 1983, os Asdrúbals montaram apenas cinco espetáculos – dois clássicos demolidos (“O inspetor geral” e “Ubu”) e três criações coletivas cuja menção funcionava como mágica em sua época: “Trate-me leão” (1977), “Aquela coisa toda” (1980) e “A farra da terra” (1983). Quase sempre, eram eles espetáculos criados a alto custo material e emocional: pouco dinheiro, recursos nulos, muito figurino emprestado de amigos ou dos depósitos da Rede Globo (facilitados por Geraldo Casé, pai de Regina e um dos nomes decisivos na história da televisão brasileira) e, sobretudo, uma disciplina férrea – exigia-se quase militarmente presença nos ensaios, disciplina, estudo mesmo.
Aí, nesta seriedade, está o segredo do permanência, senão do grupo, de um espírito que se vê em cada interpretação de Regina Casé, Evandro Mesquita ou do também hilário Luis Fernando Guimarães. Com alegria e muita festa, os Asdrúbal sintetizavam, sem teoria, o que sonhou o maldito Antonin Artaud, para quem o trabalho do ator deveria ser um “atletismo afetivo”, uma entrega radical da emoção “treinada” diligentemente por um método que não só não a aprisionasse como a tornasse mais contundente, efetiva. Encharcados de suas experiências pessoais, os Asdrúbals levavam-nas ao palco e, trabalhando duro, faziam delas um espelho que refletiam o público em jeito de falar, gestos, olhares.

Isso tudo materializa-se de forma impressionante a cada página. A cereja do bolo – e aconselha-se comê-la ao final, como deve ser – é o DVD de “Xarabovalha”, documento do último dia da temporada de “Trate-me leão”. Algumas cenas do palco foram filmadas por João Carlos Horta durante a temporada no Teatro Dulcina, mas a maior parte delas registra a apresentação final no Teatro Ipanema, com direito a panorâmicas no público e entrevistas com os atores. A ovação final, com todos se abraçando, aperta a garganta dos mais resistentes e lembra como teatro, atitude, comportamento, juventude e humor já foram bem menos chatos. Que este “doculivro” funcione menos como uma volta ao passado do que como norte para o presente que precisa, urgente, apoderar-se de si mesmo.

evandro @ 07:22 PM | Comenta! (35)

Nariz Quebrado

Salve, salve, pessoal
tô voltando de natal.
o show foi muito bom!
fizemos a chuva parar!
manuel, nosso amigo professor, estava lá cantando todas com a gente!
aproveitei e fiquei por lá no final de semana.
fui conhecer a maravilhosa praia da pipa.
dia lindo! água quentinha... golfinhos pulando e as ondas de um metrinho, com direitas rolando super gentis, me convidavam para o surf.
aluguei um pranchão, e pranchão de aluguel tem pouca parafina... e logo na primeira, porra de uma onda que dropei, minha mão escorregou e eu enfiei a cara na prancha, sai da água sangrando pra cacete e muuuuuito puto, com o acidente... logo na primeira onda! @#$%#@#!!!
mas volto lá na primeira oportunidade.
tô indo pra são josé dos campos, fazer a peça "esse cara não existe" e também pra taubaté.
tô com esparadrapo e vergonha na cara, ainda inchada... mas são coisas do futebol!
nos teclamos.
então... até!
evandro

evandro @ 06:48 PM | Comenta! (13)

03.05.2004

Asdrubal Trouxe o Trombone

dias atrás sairam dois livros sobre o asdrubal trouxe o trombone,
meu grupo de teatro dos anos 70/80.
éramos eu, regina casé, luiz fernando guimarães, hamilton vaz,
patrícia travassos, nina de pádua e perfeito furtuna.
um dos livros é o texto da peça "trate-me leão", uma criação coletiva que até hoje é uma referência teatral para todos que acompanham e gostam do bom teatro.
e o outro livro é sobre a trajetória do nosso grupo, da heloisa buarque de holanda.
nesse livro, com não podia deixar de ser, tem um capítulo sobre a blitz, muito legal.
é isso aí, estou ansioso pra fazer as malas e ir dar uma blitz em natal, no dia 7
estão todos convidados... quem não puder ir...
a gente conta depois.
o manuel ajuda!
abs.
evandro

evandro @ 07:23 PM | Comenta! (45)

01.05.2004

É show !

Alô, alô ativo ouvinte !

Tô passando só pra dar o ar da graça e carimbar o post que o nosso Billy The Kid pendurou aqui embaixo...

Show em Natal confirmadíssimo !

As infos já estão em próximas aventuras.

Como diria o Prof. Pasquale, é isso.

;-)

blitzmaniaco @ 10:29 PM | Comenta! (13)